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Três amigos embarcam numa noite de aventura em pleno Verão. Mas depressa o que era uma brincadeira se transforma numa série de atitudes impensadas, de crimes e de abusos que os podem levar a perder a vida.

Ricardo,Carlos e Margarida festejam a sua entrada na Universidade. Margarida está no 2.º ano de Jornalismo. Ricardo é militar e Carlos, licenciado em Direito, acompanham-na na celebração de passagem de ano letivo. A festa decorre numa discoteca. Cerveja, uns comprimidos, alegria. Quando saem estão embriagados e bem dispostos. Um deles cai para cima de um carro e percebem que tem as portas abertas. Carlos diz que aprendeu a fazer ligações diretas. Desafiam-no a experimentar. O carro começa a trabalhar. Aplausos. Depois decidem ir dar uma volta.

O passeio levanta outras hipóteses de aventura.Ir ás cervejas numa das caravanas que, durante a noite, se espalham pela cidade. Mais cerveja e a ideia de aproveitarem o carro e irem até ao Algarve. Está calor. Dormirão na praia. Porém, Carlos lembra-se que não têm dinheiro para comer. Mas a euforia manda mais. Decidem assaltar um restaurante. Eufóricos, partem.

No dia seguinte, acordam na praia. Ressacados. Ricardo explica que o melhor comprimido contra a ressaca é a cerveja. Gastam o último dinheiro em cerveja e o entusiasmo regressa. Mas estão tesos. Têm fome. Vão almoçar a um restaurante na praia e fogem sem pagar. Entram no carro e percebem que estão sem gasolina. Repetem o golpe numa gasolineira, fugindo sem pagar. É então, que são abordados pela polícia. Voltam a fugir e, de repente , são confrontados com a situação. Em menos de vinte e quatro horas, cometeram meia dúzia de crimes. Deixaram de ser jovens com esperança de sucesso. Estão a ser perseguidos como criminosos. E começa a exigência interior de regressarem a casa. Só que o automóvel está ‘queimado’. Não têm dinheiro.

O regresso só é possível roubando outro carro. Numa vivenda próxima, percebem que um homem e uma mulher saíram a correr numa ação de ‘jogging’ . Deixaram a porta aberta. A vivenda tem garagem. Está lá um automóvel. Margarida, Ricardo Carlos não resistem á ideia. Será o último disparate e decidem realizá-lo para que regressem definitivamente ás suas casas. Entram na vivenda. Procuram o acesso á garagem quando um grito os sobressalta. Está uma velhota dentro de casa. Na perturbação, desorientam-se. Não conseguem encontrar as chaves do carro que, entretanto a velhota guardou nas próprias mãos. Decidem, então, fugir dali. Mas é tarde. A polícia cercou a vivenda. No meio do pânico, confrontados com a vergonha, cometem outro erro. Em vez de se entregarem, tomam a velhota como refém.E a partir daqui, já não crimes de pouca importância. São confrontados com os erros, a liberdade e a prisão, a responsabilidade e a culpa. A negociadora da Polícia, chama-se Patrícia. Começa as negociações, enquanto a televisão emite o cerco policial e o caso. Conseguem que eles aceitem trocar a velhota por ela própria como refém. Vai desarmada. O confronto cresce. Explicam-se, revoltam-se, barafustam. Patrícia não lhes pode prometer outra coisa que não seja a prisão.A tensão aumenta. É que as expectativas de vida parecem entrar em derrocada. Em vez de uma profissão desejada, parece esperá-los a cadeia.

Culpam-se e desculpam-se. Os culpados são eles. Noutros momentos, são os copos. Noutro momento, os donos do carro e da vivenda que deixaram as portas abertas convidando ao crime. E o que pensarão os pais, que ainda ontem estavam tão felizes com os seus feitos académicos? É Patrícia que vai mediando a catarse. Fala das aventuras juvenis de verão que acabam em tragédia, mas também fala da esperança. Do descuido e da euforia das férias. Da vida. Acaba por convencê-los a entregarem-se. É o escândalo televisionado. São presentes ao juiz que os despacha para a liberdade provisória mas com uma monumental descompostura pelo comportamento irresponsável. Percebem que passaram o limite de todos os perigos. Estará nas suas mãos um destino mais seguro e mais feliz.