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Carlos descobre que o filho, Jorge, é toxicodependente quando este é preso numa rusga e desaparece pouco depois. Incapaz de lidar com a situação decide abandonar o seu cargo de Procurador para tentar salvar Jorge.

Carlos é Procurador da República. É casado com Cristina, professora, e o casal tem dois filhos. Carlos é um pai ausente. O trabalho afoga-lhe os dias e a natureza do ofício deu um cunho autoritário ao seu temperamento. Paula, a filha mais nova, tem 10 anos. Jorge entrou para a Faculdade, tem 19-20 anos. As relações familiares são marcadas pela ausência e pelo poder do pai.

Um grande carregamento de cocaína chegou a Lisboa. Procurador e uma Brigada da PJ preparam cuidadosamente a operação para deter os traficantes.

Na noite do ataque ao armazém da droga, Jorge e um amigo procuram comprar uns panfletos de cocaína. O fornecedor convida-os a acompanharem-no pois vai haver ‘produto’ fresco.Vão meter-se na boca do lobo. O ataque da PJ ao armazém da droga apanha-os juntos. Traficantes e consumidores. A acção é violenta, com tiroteio, mortos e feridos, e Jorge acaba por ser preso.

O Inspector- Chefe Malaquias, polícia velho e sabido que um dia, na sua juventude, sonhou ser padre, corre a dar a notícia ao Procurador. O Homem fica atordoado com a notícia. Nunca lhe passou pela cabeça que o filho era toxicodependente e agora é confrontado com a necessidade de o prender. Reconhece que não tem coragem para cumprir a sua magistratura até esse ponto. Ainda não recomposto do golpe, à procura da sua própria culpa no sucedido, entra em rota de colisão com Cristina, com acusações recíprocas, desorientados sem perceberem o que levou Jorge a toxicodependência. A situação agrava-se quando o rapaz é libertado, e incapaz de enfrentar a família, desaparece.

O Procurador desiste do trabalho. Incapaz de decidir, incapaz de deixar de pensar no filho, que procura por toda a cidade, vai deixando degradar-se. Vai-lhe valendo o Inspector-Chefe – são amigos de há muito, nascidos na mesma aldeia – que procura como pode, ajudá-lo na terrível fase que está a atravessar. É o polícia que tem conhecimento de que Jorge está acantonado, com um grupo de toxicodependentes capitaneado pelo Ganzas, algures em Monsanto. Aqui começa o processo lento de aproximação entre pai e filho.Acabará por ser o Ganzas a dar o impulso final para que Jorge decida parar com o consumo.

Porém, esta decisão e o tempo de sofrimento vivido é também, a modificação do carácter autoritário do Procurador, humanizando a relação com os outros, procurando ser pai mais presente, retomando um ambiente familiar mais tranquilo.