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Oficialmente, já não há filhos de “pais incógnitos”, mas para preencher o espaço embranco reservado ao nome do progenitor no registo de recém-nascidos sem paideclarado, entram ao trabalho os Procuradores e Juízes do Tribunais de Família eMenores. Esta é a história de Lúcia, Procuradora Adjunta, encarregue de averiguações oficiosas de paternidade de crianças registadas sem nome do pai, função que desempenha com uma dedicação intensa pois ela própria desconhece quem é o seu pai.”

No início da história, Lúcia descobre que está grávida, mas hesita dizer ao seucompanheiro, Frederico. A altura não é a melhor e a gravidez não foi planeada. A sua mãe, Matilde, está gravemente doente numa fase terminal de cancro, e é a ela que Lúcia conta o seu estado, o que leva a uma conversa sobre o pai desconhecido de Lúcia. Lúcia não sabe, mas esta será a última conversa que terá com a mãe, que falece no dia seguinte, ficando no ar a incógnita da identidade do seu pai.

Após o funeral de Matilde, Frederico encontra na casa da sogra uma fotografia desta com um homem desconhecido, nos anos 70, em Londres. A foto revela uma mentira que a Matilde terá contado a Lúcia, pois negou ter estado alguma vez em Londres. Lúcia desconfia que aquele estranho possa ser o seu pai, e assim sendo, é o último familiar que ela pode ter eventualmente ainda vivo. Frederico diz-lhe que o tem sempre a ele, e é aí que Lúcia revela que está grávida, a que Frederico reage com alegria.

Enquanto lida diariamente com outros casos de paternidade desconhecida ou recusada, Lúcia, com a ajuda de Frederico, vai investigar por sua conta própria a identidade do homem da foto, na esperança de o identificar e esclarecer qual foi a sua relação com Matilde, e se poderá na verdade ser seu pai.

Através de um contacto informático de Frederico, e um software de reconhecimento de rostos que é usado na internet pelo Facebook ou outros programas de busca, Lúcia e Frederico acabam por descobrir uma pessoa semelhante em duas fotos na net: uma foto de um grupo armado do verão quente de 75 de um site revolucionário, e uma outra imagem num álbum de fotografias no perfil de uma rede social de uma mulher, Verónica, onde igualmente figura a mãe de Lúcia. Verónica é contactada por Lúcia, mas recusa-se a identificar o homem da fotografia o que leva a Procuradora desconfiar que Verónica está a esconder algo.

Quando finalmente Lúcia e Frederico conseguem identificar o homem da foto, a Procuradora vai ficar numa posição difícil pois trata-se de Gustavo Ferreira, candidato a primeiro-ministro em plena campanha eleitoral e para o qual Frederico passou a trabalhar como assessor de imprensa.

O envolvimento supostamente infundado de Gustavo num caso de corrupção em julgamento, leva Lúcia a desconfiar da honestidade do suposto pai e decide evitar confrontá-lo. Contudo, as circunstâncias vão acabar por não a deixar sem resolver o seu passado, encontrando-se aí a resolução para as várias questões que passam a estar em jogo.