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Vera é a filha perfeita. Boa aluna, educada, obediente. Uma verdadeira princesa. O que os pais não sabem é que na verdade ela bebe, se droga e que tem uma vida sexual ativa. Essa realidade acaba de ser exposta na internet. E os pais vão ter de proteger a sua princesa das consequências.

Vera, adolescente de 15 anos, é uma rapariga feliz: popular na escola, boa estudante, sempre com boas notas, é a filha ideal, a princesa dos seus pais. Estes, a professora do secundário Maria Xavier e o seu marido, o juiz desembargador Henrique Xavier, adoram-na. A mãe admira imenso o percurso escolar sem mácula da filha, o pai admira a maneira como ela sempre cumpriu os seus deveres e está perfeitamente integrada na sociedade.

Simpática para os pais, amorosa com eles, nunca tiveram qualquer razão de queixa. Costuma passar horas no quarto, em frente ao computador, a navegar nas redes sociais da internet, mas fá-lo apenas após estudar, fazer os trabalhos de casa, colocar os pratos na máquina de lavar-loiça, após cumprir todos os seus afazeres sem uma queixa, até de boa vontade, exemplarmente… Por que razão haveriam de estar preocupados?

Até ao dia em que são chamados ao colégio que a filha frequenta pelo director da escola. Surpreendidos, comparecem à reunião. Acontece que um dos professores, farto da indisciplina de um aluno, expulsou-o da sala de aulas e confiscou-lhe o telemóvel. Maria Xavier e Henrique Xavier não entendem o que isso tem que ver com a sua filha. Acontece porém que… no telemóvel do aluno estavam vídeos da Vera, embriagada, na cama com um rapaz. Pior, esses vídeos, descobriu a escola, estão todos no na internet, onde a Vera se filma com rapazes, a beber, a drogar-se…

Eis que Maria Xavier e Henrique Xavier se vêem confrontados com uma dura realidade: não conhecem a filha, não fazem a mínima ideia quem é na realidade aquela adolescente que têm em casa. Quem será a verdadeira Vera, a adorável menina cumpridora das regras e boa estudante que vive com eles ou aquela adolescente mal-comportada e promíscua que está nos vídeos?

“A Princesa” levanta assim algumas questões pertinentes. Qual a verdadeira influência da internet e das redes sociais no comportamento dos mais jovens? Vivendo os jovens hoje em dia praticamente num mundo virtual, paralelo, será que os pais conhecem ainda os filhos que têm em casa? O que podemos fazer para proteger os nossos filhos de si próprios, da arrogância típica da adolescência, que hoje, devido às novas tecnologias, pode ter resultados incontroláveis e mesmo trágicos? Será que para proteger um filho é aceitável fazer tudo, mesmo quebrar as leis? Não conhecendo os nossos filhos hoje em dia, será que, mesmo querendo, possamos sequer salvá-los?